Mari Alkatiri critica recado de Ramos-Horta à Fretilin
O secretário-geral da Fretilin criticou hoje a actuação do chefe de Estado timorense, acusando José Ramos-Horta de actuar fora das suas competências de Presidente da República.
Em declarações aos jornalistas no final do comício de encerramento da campanha da sua força política, Mari Alkatiri comentava as declarações proferidas terça-feira por Ramos-Horta, após um comício do Congresso Nacional da Reconstrução de Timor-Leste (CNRT), de Xanana Gusmão, defendendo que o partido vencedor das legislativas de sábado "não pode cometer os mesmos erros (do governo) da Fretilin".
"Conheço bem o nosso Presidente, Ramos Horta. Ele pensa que é também o papel de Presidente da República estar a mandar mensagens aos partidos políticos. Claro que não é", afirmou Mari Alkatiri, recusando, porém, a palavra "interferência".
"É sempre mais fácil dizer que os erros são da Fretilin, quando vêm de pessoas que não aceitam o sistema, a democracia, o jogo democrático e os seus resultados", acrescentou.
No seu entender, a Fretilin, como vencedora com maioria absoluta das eleições legislativas para a Assembleia Constituinte (2001), "não pode ser obrigada, dentro de um processo democrático, a formar um governo de unidade nacional".
Mari Alkatiri recusou, mais uma vez, adiantar o nome que o partido, caso vença as legislativas, vai escolher para chefiar o governo.
"Não há mistério nenhum. A Fretilin está a governar e não precisa de dizer como vai governar. Os outros, que não estão no governo, é que precisam de dizer como vão governar", sustentou, garantindo, porém, que não será primeiro-ministro nem participará num executivo liderado pelo seu partido.
O antigo primeiro-ministro (2002/06) afiançou que a Fretilin "tem muitas alternativas" e que vai dedicar-se mais ao partido, em particular à geração mais jovem.
"Mas não estarei no governo", insistiu, garantindo que o partido tem condições para obter nova maioria absoluta, o que "não significa que, depois, a Fretilin se feche sobre ela".
"Seremos o mais abertos possível, convidando os outros para participar na governação. Se não houver maioria absoluta, ou estaremos na oposição ou numa coligação, não há outra alternativa", garantiu.
Questionado sobre se a Fretilin vai aceitar os resultados em caso de derrota, Mari Alkatiri foi evasivo, desviando a resposta para os outros partidos.
"Acho que deve perguntar aos outros, em particular ao CNRT, se vão aceitar a derrota. Nós já demonstramos que aceitamos todos os resultados, embora tenhamos algumas reservas em relação ao processo em si", respondeu, sem especificar quais os receios.
Ainda sobre Xanana Gusmão, o secretário-geral da Fretilin lamentou que o líder do CNRT não tivesse respondido ao desafio de um debate na televisão e na rádio, considerando que a ausência de resposta do ex-chefe de Estado significa, "no mínimo, tem receio".
Fonte: NL, 27.06.2007
Um morto e 25 feridos no último dia da campanha
Em declarações à Agência Lusa, a fonte da UNPol indicou que a vítima mortal faleceu após ter sido atropelada em Díli por uma viatura da própria polícia da ONU, que acudia a uma situação de emergência.
O jovem viria a falecer já no Hospital de Díli, não resistindo aos ferimentos, acrescentou a fonte, sublinhando que, na capital de Timor-Leste, onde decorreu hoje cerca de uma dezena de comícios, a situação foi "relativamente calma".
Um dos principais incidentes ocorreu em Manatuto (60 quilómetros a leste de Díli), onde apoiantes do Congresso Nacional da Reconstrução de Timor-Leste (CNRT, de Xanana Gusmão), apedrejaram uma caravana da Fretilin, de Francisco "Lu Olo" Guterres, provocando três feridos ligeiros.
Apesar da presença das forças de segurança, os apoiantes do CNRT conseguiram atingir várias viaturas, após o que se puseram em fuga, tendo, depois, sido reposta a normalidade.
Mais grave foi outro apedrejamento de uma caravana também da Fretilin registado perto da "Baía dos Porcos", na entrada leste da capital timorense, em que um apoiante do partido de "Lu Olo" foi atingido por uma pedra e caiu da viatura que o transportava.
O jovem deu entrada no hospital de Díli com graves lesões na cabeça e encontra-se ainda em estado crítico, acrescentou a fonte.
Os restantes ficaram ligeiramente feridos em incidentes isolados em várias zonas de Díli, em cujo hospital central, segundo fontes hospitalares, deram hoje entrada 25 pessoas.
A fonte da UNPol realçou que, apesar dos inúmeros comícios de encerramento da campanha, sobretudo em Díli, os piores receios não se concretizaram, tendo a vasta operação policial - que controlou os percursos dos apoiantes pelas ruas da capital e as principais concentrações - "tido resultados positivos".
Às 22:00 locais (14:00 em Lisboa), a duas horas do encerramento oficial da campanha, acrescentou a fonte, a situação é calma em todo o país.
Fonte: NL, 27.06.2007
Afinal, há gato escondido no IPAD
A actual Direcção do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD), criado em Janeiro de 2003, e que resulta da fusão entre o Instituto da Cooperação Portuguesa (ICP) e a Agência Portuguesa de Apoio ao Desenvolvimento (APAD), tomou posse no passado dia 19 de Janeiro. Pelo exemplo de um dos três vice-presidentes, no caso Vera Maria Caldeira Ribeiro Vasconcelos Abreu Marques de Almeida, ficamos com a certeza de que algo vai mal neste reino. Em Janeiro o curriculum era um, agora é outro.
A política de Cooperação Portuguesa e de Ajuda Pública ao Desenvolvimento é coordenada, supervisionada e dirigida, desde Janeiro de 2003, pelo Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD), órgão tutelado pelo Governo de que é primeiro-ministro José Sócrates (na foto). No seu diploma constitutivo (decreto-lei nº 5/2003 de 13 de Janeiro de 2003), o IPAD é o instrumento central da política oficial de Cooperação para o Desenvolvimento, tendo como principais atribuições, melhorar a intervenção portuguesa e assegurar-lhe um maior relevo no âmbito da Cooperação, no cumprimento dos compromissos internacionais assumidos pelo Estado Português.
Até aqui tudo bem. Vejamos contudo a genialidade curricular de Vera Maria Caldeira Ribeiro Vasconcelos Abreu Marques de Almeida.
Nasceu em Setembro de 1969 e com 15 (quinze) anos de idade (ou seja em 1984) iniciou – de acordo com os dados apresentados no site do IPAD, em Janeiro, – a “Licenciatura em Relações Internacionais pela Universidade Lusíada de Lisboa», que terminou em 1987.
Hoje o curriculum é diferente. Afinal iniciou a licenciatura não em 1984 mas em 1987. Como será amanhã?
Para além de se enaltecer o facto de ter começado a Licenciatura com 15 (quinze) anos – segundo o curriculum de Janeiro - , importa dizer que a Universidade Lusíada informa que a Licenciatura em Relações Internacionais só começou a ser ministrada em 1986, ou seja dois anos depois da data então referida pela vice-presidente do IPAD e aqui denunciada no passo dia 26 de Janeiro.
Acresce que a mesma era de cinco anos e não de quatro como diz o curriculum de Vera Maria Caldeira Ribeiro Vasconcelos Abreu Marques de Almeida.
Ainda no campo da genialidade da vice-presidente do IPAD registe-se quem ainda em 1984, portanto com 15 (quinze) anos de idade, Vera Maria Caldeira Ribeiro Vasconcelos Abreu Marques de Almeida iniciou dois outros cursos, o de língua inglesa pelo American Institut e o de língua francesa pela Alliance Francaise.
Acresce, continuamos no campo de uma paradigmática genialidade, que Vera Maria Caldeira Ribeiro Vasconcelos Abreu Marques de Almeida concluiu quer a licenciatura quer os dois cursos de línguas no mesmo ano, 1987. Isto era verdade segundo o curriculum de Janeiro, falso segundo o curriculum agora apresentado. Como será amanhã?
Sendo a cooperação para o desenvolvimento uma prioridade da política externa portuguesa, onde pontuam os valores da solidariedade e do respeito pelos direitos humanos, nada melhor do que ter nos quadros do IPAD um génio como Vera Maria Caldeira Ribeiro Vasconcelos Abreu Marques de Almeida.
Sendo a coordenação da ajuda pública ao desenvolvimento realizada por um único organismo, o IPAD, que assegura também a supervisão e a direcção da política de cooperação, nada melhor do que ter nos quadros do IPAD um génio como Vera Maria Caldeira Ribeiro Vasconcelos Abreu Marques de Almeida.
Sendo o IPAD um instrumento central da política de cooperação para o desenvolvimento, tendo por finalidade, num quadro de unidade da representação do Estado, melhorar a intervenção portuguesa e assegurar-lhe maior relevo na política de cooperação e cumprimento dos compromissos internacionais assumidos pelo Estado Português, nada melhor do que ter nos quadros do IPAD um génio como Vera Maria Caldeira Ribeiro Vasconcelos Abreu Marques de Almeida.
Tendo a acção do IPAD em vista a promoção do desenvolvimento económico, social e cultural dos países de língua oficial portuguesa, bem como a melhoria das condições de vida das suas populações, nada melhor do que ter nos quadros do IPAD um génio como Vera Maria Caldeira Ribeiro Vasconcelos Abreu Marques de Almeida.
Fonte: NL, 27.06.2007
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